A próxima viagem

A Palomeya não tem uma capela sua. Quem vai por ti já é viajante — a Bari numa semana comum, a Lourdes quando o comboio deixa, ao Athos quando o barco e a autorização coincidem.

O teu pedido junta-se à próxima viagem àquele lugar. Os dias no cartão são a promessa de uma janela, não uma hora fechada. Se o santuário estiver fechado ou o caminho parar, a visita espera a passagem seguinte.

É mais lento do que um balcão de sacristia, e assim deve ser. Alguém tem de atravessar um país, entrar como hóspede e permanecer.

Quando o peregrino esteve ali, chega a fotografia e depois o certificado. Até lá, o trabalho é o caminho.