Porque um peregrino vai em pessoa

Há modos de enviar um nome através de um continente. Papel, um fio, um formulário à meia-noite. O que não se envia é o estar: o momento em que um corpo humano toma o seu lugar numa nave e permanece até o rito acabar.

A Palomeya não é uma igreja e não fala por nenhuma. Pede a um peregrino que vá — que entre como hóspede, que escreva o que lhe confiaste, que fique na hora que pertence àquele lugar. A fotografia e o certificado chegam depois. Primeiro está o caminho.

Alguns vão eles mesmos quando podem. Outros não podem sair, ou a estrada é demasiado longe, ou a montanha admite só homens. Então outros pés têm de ir. É só isso o serviço: uma substituição de presença, não de fé.

O santuário segue a sua vida. O peregrino chega e parte. O que recebes não é um papel paroquial. É a prova quieta de que alguém esteve onde pediste que estivesse.